domingo, 24 de agosto de 2008

Teoria da Reflexividade Corporal

Domingo é foda. Esse dia tem um poder de gerar faíscas de idéias e convergir todas elas em uma confusa confluência cerebral, deixando o escritor incapaz de perceber sobre o que deve escrever e como deve passar isso aos leitores.

[Espero que confluência seja uma palavra que exista e o sentido dela seja o de união que eu utilizei no parágrafo acima]

Minha escolha de hoje: escolher uma frase e divagar a partir dela.

"Há fronteiras nos jardins da razão"

Sempre pensei muito racionalmente e achava que tinha o controle sobre tudo que eu pensava ou fazia, afinal somos só uma escultura mal acabada de carbono e nossos pensamentos não passam de reações químicas. Que mistérios poderiam haver em uma coisa que é facilmente explicada em uma frase que nem necessita de pontuação?

[As melhores revelações acontecem no sono, no banho ou no ônibus]

Os sonhos parecem ser essas tais fronteiras dos jardins da razão. Você se mantém semi-consciente e com o controle parcial das coisas estranhas que se passam enquanto dorme. Essa semana eu sonhei todo dia, e não me lembro do que aconteceu em nenhum deles, com exceção do último.

E hoje eu tive um sonho de sonhador, sonhei com um homem feito de espelhos, parecido com o T-1000 de O Exterminador do Futuro 2. Lembro que eu caminhava perto dele, que simplesmente ignorava a minha presença, e conseguia ver o mundo refletido e distorcido. Acordei com vontade de pensar e resolvi tentar interpretar o significado desse sonho (não tenho a revista da Avon sobre interpretação de sonhos).

Chamem-me de profeta, insano ou o que preferirem, mas acredito que o homem não era um homem, era uma alma qualquer. Uma alma humana.

A alma humana é como uma oca casca de espelho. Refletimos e deformamos tudo o que está ao nosso redor o tempo todo, sem nem sabermos ou nos importarmos com isso.

[Sabe a impressão de que a psicodelia faz a gente se sentir satisfeito e dormente mesmo quando nosso cérebro deveria pensar o contrário?]

E o que isso significa exatamente? É mais ou menos aquele lance de determinismo que a gente aprende nas aulas de história, é mais ou menos aquele lance de "diz-me com quem andas que eu te direi quem és", é mais ou menos alguns outros lances que você possa imaginar estarem conectados com isso.

A cada dia nos tornamos reflexos distorcidos dos que nos rodeiam. Acabamos por sentir algo parecido, e diferente de alguma maneira, com o que sentem. Quanto maior a proximidade da outra pessoa, maior e mais nítido é o seu reflexo, mais nos parecemos com ela para quem olha a uma distância maior. As nossas atitudes e sentimentos acabam sendo refletidos nos outros mais do que podemos notar.

Muitos reflexos funcionam como filmes fotográficos. Com uma grande exposição, os reflexos ficam marcados por muito tempo, só saindo quando se junta uma grande quantidade de poeira por cima ou quando o sol queima a área do reflexo.

Algumas vezes capturamos a imagem do outro tão nitidamente que chega a ser maior que a pessoa original. Isso nos dá o direito de sermos o outro por um tempo. De nos apossarmos de suas características, de suas opiniões e manias, de fazermos de nós o outro ideal. O outro que sempre concorda conosco e nos faz sentir diferentes em frente a terceiros.

Ao se aproximar demais de alguém e passar algum tempo assim, você acaba descobrindo que consegue se ver no outro, apenas algumas partes, nunca você é perfeitamente e inteiramente refletido. Ao se aproximar um pouco mais e encostar o ouvido no vidro frio, você consegue ouvir alguém lá dentro. Um som abafado que espelho nenhum no mundo consegue refletir. E esse alguém lá dentro sabe que o espelho funciona como um daqueles vidros de delegacia, onde é possível ver o outro lado sem se expor, e ele é o responsável pela individualidade de cada pessoa, é ele que grita para a casca espelhada o que deve ou não ser mostrado para o lado de dentro quando se está sozinho no escuro.

E foi esse homem feito de espelhos que me ensinou mais sobre as minhas relações humanas, em como se deve medir a proximidade com as outras pessoas para evitar ser refletido e ouvido. Esse homem me mostrou quem eu devo refletir e em que escala. E me disse que muitas vezes eu devo calar quando a coisa que ele mais mostra sou eu gritando.

Prefiro a segurança de meu mundo particular. Por mais que lá dentro seja um inferno de ecos e cacofonia. Quanto mais um grito ecoa mais ele perde a força e, se ouvirem, será apenas um suspiro já sem energia.

[Peço desculpas aos que chegaram até aqui acreditando que eu realmente tive esse sonho. Inventei tudo isso porque precisava de algo inexplicável que desse credibilidade a algo parcialmente insano]

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Composição.txt




















Composição criada para o fabuloso projeto hipotético paralelo Violão de Sopro e Flauta de Seis Cordas.

Nunca
foi musicado oficialmente e hoje me sinto na necessidade de abrir essa letra ao público.

A letra conta uma bela e platônica história de amor entre um nerd e uma cult, contada pelo nerd em questão. Quaisquer dúvidas sobre os termos nérdicos, o nerd mais próximo de você poderá explicá-los (ao menos 80% para os true nerds).

Composição.txt

Passei uma noite acordado
Somente tentando te ver
Javascript tava bugado

Seu perfil ninguém iria ler

Você me aceitou como amigo

Isso não era pra qualquer um

Estava com meu fake de Chico

Sua beleza me deu stun


// Refrão

Foi amor à primeira vista

Quando te encontrei no orkut
Parecia coisa de revista

Eu, um
nerd, e você tão cult

Falhei no teste de vontade

Logo você me dominou

Não use Visão da Verdade
Deixa eu ser seu Michael Foucault


Hoje eu estou na sua lista

Vou já declarar meu amor

Mas você é tão narcisista

Minha pequena Toreador


Refrão()

Eu me preparei por um mês

Me dediquei tanto à arte,
Mostras de cinema francês

Bem melhor enfrentar o Tarrasque


E agora eu digo o seguinte:

"Seu olhar tem efeito vorpal

Você tem carisma vinte"

Não sei porque se sentiu mal


Refrão()


Parece até enrolação eu ter colocado essa composição aí. Fica com a maior cara que eu não tinha o que escrever e não queria deixar o blog parado por mais tempo.

Meu Oscar para você. Era isso mesmo.

sábado, 26 de julho de 2008

Aleluia e a Teoria do Ponto Central



[Se Lázaro ressucitou, por que não posso também?]


Well, I'm Back in Black!

I've been too long, I'm glad to be back.

[Continue? 9 credits left. Yes. 8 credits left. Good Luck]

"Quem ler essa maldição nunca mais vai conseguir colocar um ponto final de maneira adequada", escreveu Freidrich Johannsen em alemão em uma notinha de um real e, a partir do dia que a recebi como parte do troco do ônibus, todos meus textos permaneceram inacabados.

Eu achava que era por causa do final do semestre, mas as "férias" chegaram e desde então não consigo concluir mais nada. Tenho mais tempo agora, já posso dormir em casa novamente, já posso dormir novamente, mas os textos não saem. Independente de tipo, tamanho ou humor.

A partir daí veio a Teoria ou Postulado do Ponto Central, quem não se lembra da diferença entre teoria e postulado, sugiro procurar na wikipédia, eu não vou fazer isso nem explicar as philigranas de cada tipo de coisinha científica, até porque eu não lembro direito, só sei que todo mundo aprende isso quando vê Física Moderna no terceiro ano.

Essa teoria, que ainda é um postulado, trata sobre a capacidade que as pessoas têm de deixar as coisas pela metade, inacabadas, e tudo isso devido a

[Nada melhor que explicar com exemplos]

Quem nunca deixou para amanhã ou para segunda-feira?
Quem nunca deixou para a puta que pariu depois do terceiro amanhã ou segunda-feira?
Quem nunca se deu conta que todo dia parece amanhã ou segunda-feira?

Eu estava no terceiro grupo.

Começava as coisas, planejava, botava no papel (ou no "papel") e, de repente desistia. Fosse qual fosse o motivo (ou a falta dele). Muitas vezes tem a ver com uma das teorias mais famosas desse blog: a Teoria Auto-Enganatória da Auto-Promessa.

Sabe uma daquelas mudanças para se colocar em uma listinha de ano-novo? Encaro essa uma das mudanças que estão presentes nessa lista e aproveito-me do fato que meu relógio biológico é desregulado para criar um calendário biológico desregulado e fazer do dia de hoje meu réveillon [que, por sua vez, é considerada por mim uma das 3 palavras com grafia mais escrota e duvidosa].

Às vezes você muda sem motivo nobre. Muda por querer acabar com os amanhãs e segundas. Muda de maneira tão egoísta que faz com que essa mudança só seja percebida por você mesmo.

Não consigo terminar as coisas que eu planejo para mim. E a partir de hoje, anuncio a mim mesmo que vou tentar terminar tudo que for bom para mim ou significativo para os próximos. Com a prioridade em "bom para mim".

Vou viajar e viajar mais, vou jogar fora o que for ruim, reciclar velhas idéias e acender as novas. Não tirar o lixo do coração, não vou mudar meus conceitos, pelo contrário, baixarei a minha tolerância e tentarei ser menos imutável, menos aquele lance de ter aquela mesma velha opinião formada sobre tudo.

Quanto aos textos, não há o que ser feito. Sempre o ponto final vai parar no centro, nunca no fim. Não consigo acabá-los e alguns nem sequer são iniciados. Quem sabe um dia eu distribua os inacabados para os amigos terminarem e deixe os que são somente títulos e idéias no fim de um post com conclusão, libertando-os da prisão de uma cabeça-e-teclado despreparada para as próprias idéias.

Penso em comprar um tapete de boas-vindas para comemorar a volta do blog, mas são só Philigranas.

[Feeling Good toca sem parar e o chocolate quente parece cada vez mais doce]

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Fim(ligranas)?

Não, não é o fim do blog.

[Para o azar de vocês, que eu sei que existem]


Só é o fim do semestre. E sempre que chega esse período eu tenho que mandar algo que eu gosto para o fim da fila por pelo menos um mês.

[Esse post é endereçado a pessoas que eu sei que nunca vão lê-lo. Mas, diferente dos escritos em papel, esse texto pode ser lido pelas partes interessadas ou por simples curiosos]

Não é o fim do mundo, mas é o fim de um capítulo, o fim de uma história, o fim da minha vida que não era a minha.

Às vezes a gente acaba se amarrando a certas coisas e, só por comodismo, não consegue se livrar delas. Odeio rotina, mas tenho que assumir que ela pode exercer uma doce e constante sedução sobre mim.

[Há um ano eu me pergunto: tem pra que tanta luz em um gabinete?]

É muito fácil e prático seguir pela rua errada ao invés de procurar ou perguntar o caminho. Você sabe que está errado, mas vai que a entrada certa aparece pra você, vai que a rua errada é um atalho para o exato lugar aonde você quer chegar. Na rua errada você acaba descobrindo que muita gente certa mora lá. Pessoas que poderiam ser seus vizinhos, velhos colegas que você não vê há anos, amigos de infância ou amigos para o resto da vida. A rua errada acaba se tornando tão familiar e agradável que você acaba esquecendo o seu antigo destino, ou se lembra e não dá importância.

Por que eu deveria sair da rua errada? Só porque não é a certa? A grande verdade sobre a rua errada é que enquanto você está parado, o sinal está verde. Todo mundo na rua errada anda e desvia de você, o trânsito não pára apesar de você se encontrar imóvel no meio do cruzamento. Todos seguem o seu caminho e o seu destino, cabe a você escolher pegar a esquerda e seguir por outra rua ou continuar parado enquanto o mundo cuida de seus afazeres e fica feliz com isso.

Infelizmente, ainda não existe um Google Maps - Vida para fazer você enxergar o melhor caminho a seguir para um destino imaginado. E mesmo se existisse, ainda seria sua a escolha de ir pelas ruas principais ou transversais (ou até pela contramão, depende de sua ousadia).

Depois de muito tempo no cruzamento eu resolvi que seria hora de entrar à esquerda. Sei que é contramão voltar para a rua errada, sei também que vou olhar pelo retrovisor durante muito tempo, mas agora eu sei o endereço de tudo que me interessa na rua errada, sei onde as pessoas moram, deixarei meu endereço com elas e poderemos nos visitar com alguma freqüência.

Aos que se encontram no cruzamento, a dica é: decidam-se. Tomem o tempo necessário para escolher o caminho, desligue o motor, não se incomode com as buzinas mas preocupe-se com a multa.

Você tem condições de pagá-la? Se não, como juntar a quantia necessária para tal? Vale o esforço?

Dylan uma vez perguntou "How many roads must a man walk down?" e Adams respondeu "42". Até completar todos ainda tenho 40 pela frente.

domingo, 11 de maio de 2008

Trocado por clichê sai caro.

[Recado aos que não sabem: Liv Tyler está solteira]

Início Clichê:

Chega uma hora na vida de um alguém que escreve/escritor em que se torna impossível acabar não falando de certos assuntos. Com certeza você já leu sobre muitos e ouviu falarem de todos. Vamos a eles então.

O Ato de Escrever:

Escrever coletivamente é uma boa experiência que eu deixei de praticar há um bom tempo. A imprevisibilidade do que aparecerá em seguida dá a motivação para que se continue escrevendo. A confluência de idéias e união dos presentes escritores e colaboradores faz com que o exercício da escrita torne-se bastante prazeroso. O principal fator que me levava a escrever colaborativamente era o tesão no caos, ver como as coisas seriam lançadas e como nós conseguiríamos amarrar aquilo de maneira a fazer sentido.

Já escrever sozinho são outros quinhentos. É impossível se sentir 100% bem na hora de escrever. Quando o homem está de bem consigo mesmo não há necessidade de conversar com as letras, simplesmente optamos por fazer aquilo que a vida vai jogando na nossa cara. Não escrever narração é um ato mais solitário ainda, você não pode jogar nos personagens as suas frustrações. Jogue, então, na vida. Ela é anônima o suficiente para que ninguém consiga achá-la e saber o que se passa realmente. Escrever sozinho, e publicar posteriormente, é uma coisa que pode ajudar a quebrar ou a criar máscaras, você acaba revelando o que é ou gostaria de ser. É o equivalente a ficar nu, na Marquês de Sapucaí, sabendo que não é carnaval. Qualquer passante pode descobrir seus pensamentos, que, por vezes, são mais constrangedores do que sua intimidade (fatos).

[Digitar deitado por muito tempo pode ser desconfortável para o corpo e para as idéias, mas parece que você muda menos de janela e se concentra mais no ato de escrever]

[O que pode ser mais clichê do que metalinguagem para falar sobre escrita?]

A Vida, o Tempo e a Morte:

Você não escolhe nascer, durante um bom tempo também não escolhe como levará sua vida. Mas após algum período não definido, ganha-se acesso ao entendimento de como a vida funciona, ao menos de como a sua vida funciona. Mudá-la ou não é uma decisão de cada um. Escolher ser a mesma pessoa de sempre, mudar para se adequar aos outros ou mudar para que os outros se adeqüem [que palavra horrorosa] vai influenciar sua vida e a vida daqueles com quem você convive.

Não sei como funciona o tempo, se alguém encontrar uma bula, me avise. Meus experimentos com o tempo me informaram que ele sempre existe e está disponível, as pessoas (e eu me incluo nesse grupo excepcionalmente para este caso) é que não sabem usá-lo. Alguns iluminados entendem seu funcionamento e conseguem fazer duas faculdades, estagiar, trabalhar, namorar e ir ao cinema com amigos. Acho que se eles revelarem o segredo, a polícia encontrará o super-ninja que matou a Menina Isabela.

[Não é um epitáfio]

Vista sua roupa preta, vamos falar da morte. Uns a temem, outros a odeiam e eu já tenho minha opinião formada sobre ela. Nunca tive uma experiência de perder alguém muito próximo e querido, então talvez eu fale um monte de merda daqui pra frente. Minha morte não me preocupa, se eu morrer não vou mais precisar me preocupar com nada. As coisas que eu tinha para fazer ou conquistar vão ser problema dos outros. Odeio dar trabalho para os outros, mas apenas em vida. Depois de morto, deixaria os outros cuidarem dos meus assuntos, num ato final de egoísmo. Depois disso, gostaria que todos me esquecessem e continuassem com suas vidas. Não ligo em morrer aos 27 ou 45 anos. Só não gostaria de ficar velho ou doente demais a ponto de não conseguir fazer as minhas coisas sem auxílio de ninguém.

O Amor:

Não vale a pena escrever tanto sobre este clichê. Posso afirmar, contudo, que ele é construtivo e destrutivo. O amor ajuda as pessoas a deixarem de ser elas mesmas (destruindo-as) e mudarem para algo que o objeto amado prefira (reconstruindo-as). Duas pessoas não podem se amar de maneira recíproca sem que ao menos uma delas passe pela reconstrução. Se esse sentimento fosse tão positivo quanto cantam por aí, as pessoas poderiam se apaixonar por aquelas por quem se apaixonaram, e não pelas quimeras pós-sentimentos.

Conclusão clichê:

[Alô, Márcia, eu quero publicar meu texto de auto-ajuda e ser rico]

Tenha suas opiniões e idéias, compartilhe se quiser, saiba as dos outros se quiser e interprete o da maneira que quiser o que você quiser. Reflita ou não, mas aja (caso seja necessário e você esteja disposto).

sábado, 3 de maio de 2008

Teoria dos Conjuntos de Markiev


Não é uma teoria minha, nem é uma teoria de verdade. Markiev foi um nome que eu acabei de inventar e já vou pesquisar no Google a existência de algo com esse nome.

[Aviso: o texto abaixo pode conter incoerência e inconsistência. Certifique-se de não se/me considerar normal quando lê-lo]


Esse post pode não ter sentido ou propósito, pode até ser o pior post que esse blog já teve (não prometo que será o pior de sua existência), mas vou publicá-lo mesmo assim.

A idéia inicial é agrupar coisas de três em três. Não é um Top 3, aqui não tem ordem é só uma lembrança por ordem de memória.

As regras são:

1: Pense em uma regra pouco convencional.
2: Pense em três coisas bem específicas em no máximo 1 minuto.
3: Escreva as campeãs.

Começando:

Alívios Urbanos:
-Elevador te esperando de madrugada.
-Ônibus que pára na hora que você chega na parada.
-Bicicleta com dois camaradas que passa direto por você.

Superfícies refletoras:

-CD.
-Preto do monitor.
-Espelho que vai do joelho até dois palmos acima da cabeça.

Indicadores Musicais de Fossa:
-Européia/Canadense (não conta Inglaterra, não sempre).
-Mulher no vocal ou backing vocal.
-Voz e violão.
[Pequeno Top 3: Indicadores Musicais de Fossa
3- Júpiter Maçã - As Mesmas Coisas

2- Hello Saferide - I Thought You Said Summer Is Going to Take the Pain Away
1- Johnny Cash - Hurt]


Maiores Faltas:
-Falta de energia.
-Falta de água.
-Falta na área do goleiro.

Pequenas Doses de Auto-Ódio por Negatividade de Conseguições:
-Não conseguir escrever.
-Não conseguir ouvir a música que você gosta até o final.
-Não conseguir acordar tarde em um domingo de chuva.

Obsessões/Compulsões:
-Olhar a forma dos textos escritos.
-Bater os dentes a cada "corte" na faixa tracejada em viagens de carro.
-Os números 42, 23, 33 e números repetidos (ex: 11, 2233, 1212, 666).

Regras de Sociabilidade:
-Quem manda é a prioridade, e não a ordem de marcação.
-Virar a cara para quem está falando.
-Nunca dizer "pô, se tivesse marcado antes... eu iria com certeza" se vai ficar em casa fazendo nada.

[Ao que tudo indica, Markiev é um tipo de buldogue francês]

Deitado na Cama Conversando com o Morcego da Consciência:
-"Se eu tivesse uma boa desculpa seria ótimo".
-"Não vou".
-"Foda-se isso e todo o resto".

Pequenas Ações:
-Bilhetes/SMS.
-"Pra tu".
-Conversas jogadas fora por horas.

Sem Regras:
-Bonequinhos em cima do computador.
-Versões demo/unreleased/lado B.
-Olhar tudo em detalhes para ver se a casa combina com o dono.

Isso pode se tornar semi-terapêutico se praticado andando ou olhando pela janela do ônibus.

Em um futuro próximo, com o foco nas olimpíadas, os chineses poderão adicionar essa técnica à sua vasta gama ["vasta gama" sempre soa clichê] de coisas estranhas em medicina alternativa.

[Ficaram de fora em diversas categorias não desenvolvidas: "querer saber poetizar", "ter uma coleção completa de algo para se orgulhar", "comprar CDs originais" e "morrer sem ter uma banda"]

domingo, 27 de abril de 2008

Teoria Auto-Enganatória da Auto-Promessa



Promessa é uma coisa complicada. Você sempre promete algo pensando em alguém, sempre se quer o melhor para a pessoa alvo da promessa. Mas, e quando a pessoa alvo da promessa é VOCÊ!!?

Identificaremos os participantes de uma auto-promessa da seguinte maneira:

Você
- quem fez a promessa.
Você - alvo da promessa.

Você quer mudar, Você quer melhorar algo na sua vida para que Você não se sinta chateado com alguma atitude (ou a falta de uma) que Você costuma tomar (ou nunca tomar).

[Domingo chuvoso é mesmo o melhor dia para escrever, o intimismo e o tédio que circulam nesse dia fazem com que você (sem relação com o post) escreva mais à vontade, só falta faltar energia.]

Então Você faz uma promessa pra deixar Você mais orgulhoso. Nada melhor que uma boa massagem tailandesa no ego para fazer uma pessoa se sentir melhor quando um você dela toma alguma atitude para melhorar algum aspecto de sua vida (e não o mundo, que fique claro).

[A palavra "jegue" exprime muito melhor seu sentimento sobre alguma coisa bastante ridícula do que qualquer "ridícula", "remosa" ou "estranha".]

Mas... como nem tudo no mundo são flores, surge uma eventual possibilidade de quebrar essa promessa, seja ela por mudança de prioridades, comodidade, falta de saco ou qualquer outro motivo semi-injustificável para Você. Mas Você entende Você como você jamais entenderia. O grau de auto-conhecimento que uma pessoa possui é o suficiente para saber auto-argumentar e saber como Você pode convencer Você de que desistir da promessa não é uma coisa tão ruim.

Pense bem[quanta exigência]: Se Você tivesse feito uma promessa a alguém e a quebrasse, alguém ficaria triste/decepcionado por Você ter quebrado a sua palavra. Mas a promessa foi dirigida a Você. E Você não se chatearia porque Você entende que quebrar a promessa foi o melhor que Você tinha a fazer no momento. Você sabe exatamente o que Você quer ou precisa ouvir para que sejam amenizados os fatores da quebra da promessa.

E como Você lidaria com o fato que está com Você toda hora?

O melhor mesmo é perdoar e ser feliz.

[A vida é bem mais bela com mixagem e 2.1 canais de áudio]

Lembre-se: quando não quiser fazer algo que seja importante, prometa a si mesmo que irá fazê-lo e não sinta remorso.